Vítimas do Complexo do Alemão seguem sem justiça enquanto cresce a denúncia de terrorismo de Estado praticado por forças policiais.
IMAGEM: REPRODUÇÃO
A tragédia da operação policial no Complexo do Alemão, que deixou 99 mortos, permanece sem respostas. Nenhum dos nomes das vítimas aparece na denúncia apresentada pelo Ministério Público contra a ação comandada pelo governador Cláudio Castro.
A ausência das vítimas na denúncia levantou questionamentos sobre a seletividade da Justiça e o silêncio institucional diante de uma das maiores chacinas do estado.
Moradores relatam cenas de terror e execução sumária. “Eles entraram atirando. Não houve confronto, foi massacre”, disse uma testemunha à imprensa.
Entidades de direitos humanos apontam que o episódio configura terrorismo de Estado, com uso desproporcional da força e desprezo pela vida de civis.
O governo estadual, por sua vez, nega irregularidades e afirma que a operação visava combater o crime organizado.
Mas o discurso oficial não convence. Imagens e relatos reunidos por jornalistas e advogados revelam execuções, adulteração de cenas e ocultação de corpos.
A Defensoria Pública do Rio anunciou que vai acionar organismos internacionais para cobrar investigação independente.
A omissão do Ministério Público é vista como parte de um padrão de impunidade que perpetua a violência policial e a militarização da segurança pública no Rio.
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