Chefe do Pentágono eleva o tom contra Hemisfério Sul; Celso Amorim vê risco à soberania e pede diplomacia soberana em tempos de crescente tensão geopolítica
UFBA/Divulgação
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Declarações recentes do chefe do Pentágono sobre operações militares no Hemisfério Sul, vistas como ameaça velada à soberania dos países latino-americanos, dispararam alarmes em Brasília e em nações vizinhas. Para o assessor especial Celso Amorim, tais pronunciamentos “são extremamente preocupantes”, evidenciando a escalada de tensões e a estratégia dos EUA de pressionar governos autônomos no continente.
A repercussão foi imediata: o Itamaraty convocou reunião de gabinete para discutir eventuais respostas diplomáticas e mecanismos de proteção a ativos estratégicos, como petróleo, mineração e infraestrutura crítica. Parlamentares da base governista denunciam o aumento da presença militar americana e comentam os riscos de engajamento em conflitos por recursos.
A Rússia manifestou apoio à Venezuela e condenou as operações dos EUA no Caribe, ampliando as disputas entre aliados históricos e renovando a lógica da Guerra Fria na América Latina. O apoio russo intensificou os debates no Conselho de Segurança da ONU e aumentou a exposição da Venezuela nas pautas de defesa internacional.
Lideranças políticas e movimentos sociais brasileiros pressionam o governo por uma posição mais incisiva, exigindo reforço na integração regional, cooperação defensiva e mecanismos de proteção multilateral. A sociedade civil se apresenta como guardiã da paz continental e reivindica protagonismo do Brasil em frentes como CELAC e União Sul-Americana de Nações.
A imprensa investigativa, com destaque para Brasil 247, Agência Brasil e G1, apura os bastidores das negociações e analisa o significado das ameaças externas no contexto regional. A tensão diplomática acirra debates sobre dependência militar e acordos de proteção recíproca, alimentando discussões parlamentares sobre o papel das Forças Armadas e do orçamento de defesa.
Especialistas em relações internacionais veem a situação como alerta para fortalecimento da autonomia tecnológica, investimentos em inteligência e renovação de parcerias estratégicas de semicondutores, energias renováveis e comércio de alto valor agregado.
O governo Lula reforça o caminho da diplomacia soberana, com diálogo aberto entre países do Sul global e movimentos antimilitaristas. O desafio é evitar alinhamentos automáticos e garantir a centralidade do Brasil como mediador de soluções pacíficas e desenvolvimento autônomo.
Os próximos meses tendem a definir o balanço entre ameaça real e retórica. O desfecho das tensões militares será decisivo para a segurança futura do continente e a afirmação diplomática das novas lideranças latino-americanas perante a ordem mundial em mutação.
Fontes: Brasil 247, Agência Brasil, G1, Reuters
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