Diálogo potente entre lideranças e presidente da COP30 marca luta por revisão do decreto e avanços reais na proteção dos territórios
Foto: Pablo Porciuncula/AFP
Na COP30, líderes Munduruku organizaram protesto estratégico para cobrar revisão dos projetos de hidrovias e denunciar o avanço de obras públicas que ameaçam áreas sagradas e direitos originários. Recebidos pelo presidente da conferência global sobre o clima, os representantes indígenas discutiram impactos ambientais e sociais, exigindo participação ativa em decisões que afetam diretamente suas terras, modos de vida e cultura.
A mobilização trouxe visibilidade internacional à pauta dos povos originários, colocando pressão sobre governos e sobre empresários responsáveis pelas obras de infraestrutura. Organizações ambientais se aliaram ao protesto, destacando danos irreversíveis à biodiversidade e aos recursos hídricos de regiões como o Tapajós e o Xingu, fundamentais na luta contra o aquecimento global.
A crítica ao avanço de projetos sem consulta prévia reforçou o debate sobre a necessidade de respeitar os mecanismos de consentimento livre, prévio e informado, previstos em tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário. O protesto foi fortalecido por denúncias sobre retrocessos do marco regulatório e da flexibilização de licenças ambientais.
A COP30 tornou-se palco para a reivindicação de revogação do decreto de hidrovias e revisão urgente dos procedimentos que afetam territórios indígenas. Autoridades da ONU e de países parceiros declararam apoio à reivindicação de participação efetiva das comunidades tradicionais na governança ambiental.
Na cobertura dos fatos, veículos internacionais e nacionais (Reuters, Agência Brasil, Brasil 247) destacaram o protagonismo das vozes indígenas, valorizando as imagens dos protestos e entrevistas concedidas por lideranças históricas. O engajamento crescente de jovens indígenas potencializou fóruns de debate e conectou a luta global pelas florestas à agenda política nacional.
O governo federal, pressionado, sinalizou disposição para abrir diálogo e revisar pontos críticos do planejamento, propondo audiências públicas e mesas de negociação com participação ativa dos povos impactados. O desafio agora é transformar promessas em efetividade e garantir respeito integral à legislação ambiental e aos tratados de defesa dos direitos originários.
O protesto Munduruku na COP30 marca nova etapa na defesa da Amazônia, ampliando conexões com redes globais de ativismo social e ambiental. O futuro dos territórios indígenas depende da força desses movimentos e do cumprimento, por parte dos governos, das obrigações pactuadas em conferências multilaterais.
Fontes: Agência Brasil, Reuters, Brasil 247
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