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Milei aprofunda destruição da indústria argentina com políticas ultraliberais


Estratégias econômicas mergulham país em retrocesso produtivo, desemprego e vulnerabilidade internacional

Natacha Pisarenko (AP)


A política ultraliberal de Javier Milei na Argentina causou impactos profundos na estrutura industrial do país. Especialistas destacam que a “desregulamentação total” adotada pelo governo resultou em fechamento de fábricas, queda nas exportações e aumento acelerado do desemprego. Sindicatos denunciam o avanço da precarização do trabalho, fim de benefícios sociais e desmonte dos sistemas de proteção ao setor produtivo nacional.

O desmonte industrial repercute na cadeia produtiva, afeta pequenas empresas, compromete inovação tecnológica e derrota setores estratégicos historicamente consolidados na Argentina. Economistas apontam que o país perde competitividade e capacidade de agregação de valor, tornando-se mais dependente de importações e serviços pouco qualificados.

Movimentos sociais organizam protestos contra demissões em massa, fechamento de polos regionais e redução dos direitos trabalhistas. Entidades acadêmicas alertam para o risco de fuga de cérebros, envelhecimento da força de trabalho e erosão da base produtiva do país.

Empresários e agrupamentos industriais resistem às orientações do governo, reivindicando políticas de incentivo, proteção fiscal e definição de metas nacionais para recuperação do setor. A crise produtiva reacende debates sobre soberania industrial e o futuro da Argentina diante do mercado internacional.

A imprensa argentina e internacional, incluindo Brasil 247, Agência Brasil, Reuters e G1, aponta os impactos de longo prazo das políticas de Milei, destacando a perda do tecido industrial e as dificuldades para retomada do crescimento autônomo.

Especialistas sugerem revisão das políticas de abertura unilateral, retomar planejamento estatal e investir em formação técnica para tentar recuperar parte do setor produtivo perdido.

O futuro da Argentina dependerá da capacidade de reorganização produtiva e de adotar modelos de desenvolvimento que valorizem indústria, inovação e trabalho digno, resistindo às pressões externas e às crises geradas pelas políticas ultraliberais.


Fontes: Brasil 247, Agência Brasil, G1, Reuters



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